Apenas 35% dos professores de educação infantil, no Brasil, fizeram alguma especialização na área. É o que aponta pesquisa realizada pela Fundação Victor Civita (FVC) em parceria com a Fundação Carlos Chagas (FCC), que tem como tema “A Gestão da Educação Infantil no Brasil”. De acordo com o estudo, no entanto, os professores nas redes diretas e conveniadas serem formados em pedagogia.
O objetivo do estudo é
entender o cenário desta fase educacional, que tem matriculado 18,4% dos
brasileiros de até 3 anos e 80% das crianças de 4 a 6 anos.
O cenário da pesquisa
revelada pela FVC é muito diferente do ideal, 65% dos professores que
atuam nessa área não têm nenhuma qualificação para trabalhar com
crianças na faixa etária atendida, que vai de quatro meses a seis anos.
Além disso, os auxiliares também chamados de assistentes, cuidadores ou
recreacionistas têm concluído, em sua maioria, apenas o Ensino Médio, e,
em muitos momentos, o auxiliar fica sozinho com as crianças, sem ter
qualquer tipo de formação ou planejamento para trabalhar com esses
pequenos.
Em muitos casos, o papel do diretor nem
sempre existe na educação infantil, nas escolas onde o diretor está
presente, muitas vezes as pequenas crianças não recebem a atenção
necessária do profissional, por coexistir com outras etapas de ensino.
Outro dado importante apresentado pelo estudo, é que em nenhum dos
municípios pesquisados os diretores eram concursados, sendo que pouco
mais de 10%, haviam assumido o cargo por indicação, e 46% assumiram por
meio de eleição.
Com o objetivo de aprimorar a
educação infantil no Brasil, a FVC reuniu alguns especialistas para
discutir e identificar soluções aos problemas constatados, e separou
algumas sugestões de melhorias por órgãos governamentais, entre elas
estão, inclusão no censo escolar, de um campo para identificar as
unidades de educação infantil anexas a escolas do Ensino Fundamental, e
aprimorar os tutoriais em relação ao preenchimento desses dados,
desenvolvimento de normas objetivas que facilitem a fiscalização local
sobre os padrões básicos de qualidade para a educação infantil,
considerando a legislação e os documentos orientadores pelo Ministério
da Educação (MEC) e do Conselho Nacional de Educação (CNE), sugestões
estas que envolvem, Secretarias Municipais de Educação, Poder Executivo
Municipal, Ministério da Educação entre outros órgãos.
Para realizar a pesquisa, a FVC analisou
180 escolas públicas e conveniadas de seis capitais brasileiras. Os
pesquisadores também realizaram entrevistas com técnicos das Secretarias
de Educação, gestores e membros das comunidades sobre diversos temas,
como, políticas municipais da área, formação do diretor e modelos de
gestão escolar.
http://eshoje.jor.br/professores-da-educacao-infantil-nao-tem-formacao-especifica-para-trabalhar-com-criancas-menores-de-6-anos.html

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