quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Sobre o comportamento. Para compreender a adolescência

Para compreender a adolescência!!!

 A busca da identidade Regras e proibições costumam provocar os mais diversos comportamentos rebeldes nos jovens. Contestar opiniões, querer inovar e começar a pensar no futuro são atitudes que estão relacionadas à fase em que o adolescente passa por uma importante mudança cognitiva - a conquista do pensamento abstrato - e redefine conceitos fundamentais para a formação da identidade. Essa conquista não está relacionada simplesmente à maturação biológica e à idade cronológica mas também aos estímulos que cada indivíduo recebe. 

- A importância do grupo Na puberdade, a tendência é que o adolescente se afaste da rede protetora da família e busque referências nos amigos e outros adultos para se formar como sujeito. Nessa hora, os colegas de escola crescem em importância. Novos comportamentos e valores vêm à tona e é em quem eles vão encontrar segurança para lutar contra a angústia da solidão, típica
dessa fase. 

- A construção da sexualidade É nessa idade que o prazer começa a se dirigir para o outro. O jovem experimenta a sensação de luto por perder o corpo de criança e de surpresa pela formação de adulto. Ele precisa aprender a lidar com o desejo e isso provoca uma série de sensações desconhecidas. 

Além de aspectos do comportamento dos adolescentes, a página do site também trata de temas relacionados às crianças, como a importância dos rabiscos e da evolução do desenho infantil como parte do desenvolvimento cognitivo e expressivo dos menores. O bullying (agressão física e verbal aos colegas) e o cyberbullying (quando praticada pela internet) são, ainda, outros assuntos discutidos.

Eles andam em grupos e seguem modas. Muitos são rebeldes e agressivos. Estão na fase de violar regras e querer mudar o mundo. Entender como são e o que pensam os adolescentes é essencial para que a escola obtenha êxito em seu papel de educar. Pensando em como ajudar diretores, coordenadores pedagógicos e professores a trabalhar melhor com esse público, a revista NOVA ESCOLA está fazendo, desde março, uma série de reportagens sobre o que pensam e como se comportam os jovens - conteúdo totalmente disponível
no site

Na edição deste mês, o assunto é drogas. Compreender a relação dos jovens com essas substâncias e por que o contato se intensifica na adolescência é o primeiro passo. A sensação de prazer, a curiosidade e o desejo de transgredir são fatores que contribuem para o agravamento do problema. O consumo de álcool, por exemplo, faz parte da rotina: 65,2% dos adolescentes já experimentaram bebidas alcoólicas, segundo pesquisa do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas feita com estudantes de 10 a 18 anos de escolas públicas. Outros 5,9% fumaram maconha e 15,5% usaram acetona e lança-perfume. Muitas vezes, o consumo de drogas lícitas ou ilícitas ocorre dentro da escola. Por isso, é preciso pensar na melhor maneira de tratar o assunto. 

Levar os alunos a refletir sobre o tema, mostrando que as consequências são para toda a vida, é uma das formas de incentivar escolhas mais conscientes. Também é importante debater sobre outras formas de prazer imediato e que não são danosos. Vale ressaltar e deixar claro para os estudantes que a abertura para dialogar sobre as drogas não implica na não-obediência às normas estabelecidas em conjunto, como as de não fumar na escola.


http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/compreender-adolescencia-adolescentes-jovens-590782.shtml?page=0


Revista Nova Escola!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Educação



Essa foto foi tirada no facebook  Ensinar & Cia ....
Ensinar & Cia  http://www.facebook.com/photo.php?fbid=508850025811574&set=pb.354320347931210.-2207520000.1352500803&type=3&theater

domingo, 21 de outubro de 2012


O que são os comportamentos leitores e escritores

As definições trazidas pela pesquisadora argentina Delia Lerner, explicam por que esses comportamentos precisam ser considerados conteúdos de ensino

Comportamentos leitores
“Entre os comportamentos do leitor que implicam interações com outras pessoas acerca dos textos, encontram-se, por exemplo, as seguintes: comentar ou recomendar o que se leu, compartilhar a leitura, confrontar com outros leitores as interpretações geradas por um livro ou uma notícia, discutir sobre as intenções implícitas nas manchetes de certo jornal... Entre os mais privados, por outro lado, encontram-se comportamentos como: antecipar o que segue no texto, reler um fragmento anterior para se verificar o que se compreendeu, quando se detecta uma incongruência, saltar o que não se entende ou não interessa e avançar para compreender melhor, identificar-se com o autor ou distanciar-se dele assumindo uma posição crítica, adequar a modalidade de leitura - exploratória ou exaustiva, pausada ou rápida, cuidadosa ou descompromissada - aos propósitos que se perseguem e ao texto que se está lendo...”
Comportamentos escritores 
“Quanto aos comportamentos do escritor, a distinção entre o que é compartilhado e o que é privado é menos nítida, talvez porque a escrita seja mais solitária do que a leitura, mas, ao mesmo tempo, obriga quem a exerce a ter constantemente presente o ponto de vista dos outros, dos futuros leitores. Planejar, textualizar, revisar mais de uma vez... são os grandes comportamentos do escritor, que não são observáveis exteriormente e que acontecem, geralmente em particular. No entanto, decidir os aspectos do tema que serão tratados no texto - uma atividade mais específica envolvida no processo de planejamento - supõe determinar qual é a informação que é necessário dar aos leitores e qual se pode omitir, porque é previsível que estes já a manejem ou possam inferi-la, quer dizer, supõe considerar os prováveis conhecimentos dos destinatários. Evitar ambiguidades ou mal-entendidos - uma atividade envolvida no processo de textualização/revisão - implica, ao mesmo tempo, uma luta solitária com o texto e um constante desdobramento do escritor que tenta imaginar o que sabe ou pensa o leitor potencial... As exigências desse desdobramento levam o escritor a pôr em ação outras atividades nas quais se introduz mais claramente a dimensão interpessoal: discutir com os outros qual é o efeito que se aspira produzir nos destinatários através do texto e quais são os recursos para consegui-lo; submeter à consideração de alguns leitores o que se escreveu ou se está escrevendo...”
Ler e escrever na escola. O real, o possível e o necessário - Délia Lerner
“Os comportamentos do leitor e do escritor são conteúdos - e não tarefas, como se poderia acreditar - porque são aspectos do que se espera que os alunos aprendam, porque se fazem presentes na sala de aula precisamente para que os alunos se apropriem deles e possam pô-los em ação no futuro, como praticantes da leitura e da escrita.”
Trechos do livro Ler e Escrever na Escola: o Real, o Possível e o Necessário, Délia Lerner, 128 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 36 reais.






terça-feira, 9 de outubro de 2012

Comportamento (1 a 3 anos) Sobre a Chupeta.

 

Meu filho adora chupeta. Isso é preocupante?


Muitas crianças se acalmam quando chupam a chupeta e chegam a usá-la até ter 5 ou 6 anos. Às vezes a chupeta também ajuda a criança a aliviar o estresse ou a se adaptar a situações novas e desafiadoras, como começar a ir à creche ou escolinha, ou fazer uma viagem longa de carro.
Há boas razões, porém, para ir convencendo seu filho de que é bom abandonar o hábito. Se ele tiver tem tendência a infecções no ouvido, por exemplo, largar a chupeta pode ser uma boa idéia. Um estudo mostrou que crianças que não usavam chupeta tinham 33% menos incidência desse tipo de infecção no ouvido médio. A chupeta também não ajuda crianças que parecem estar desenvolvendo problemas na hora de falar. O ato de sugar ou chupar mantém a boca da criança em uma posição pouco natural, dificultando o desenvolvimento dos músculos da língua e dos lábios, explica a especialista norte-americana Patricia Hamaguchi, autora de um livro sobre a fala ("Childhood, speech, language, and listening problems: What every parent should know"). Mesmo que não dê para perceber algum problema, seu filho está aprendendo a falar, e fazer isso com uma chupeta na boca pode atrapalhar o processo, alterando o modo como os sons são pronunciados e forçando a língua a descansar numa posição pouco natural. Em alguns casos, o uso frequente da chupeta faz com que a língua se projete para a frente, o que pode causar problemas nos dentes ou de ceceio (às vezes confundido com a língua presa: a língua entra no meio dos dentes na hora de falar sons como "s" e "z"). Por esses motivos, é recomendado limitar o tempo de chupeta da criança ao mínimo possível. Procure usar as chupetas pequenas e macias, como as de tamanho para recém-nascidos. Quando ela tiver por volta de 1 ano e meio, é melhor pensar em fazer a criança parar de vez.

Chupetas afetam os dentes da criança?

Crianças com o hábito de chupar constantemente os dedos ou a chupeta podem ter problemas com o crescimento dos dentes frontais superiores. Mas dentistas dizem que, na maioria das crianças, a chupeta não provoca nenhum problema até que surjam os dentes permanentes -- por volta dos 4 a 6 anos de idade.
Mesmo assim, é uma boa idéia contar ao dentista sobre a chupeta, para que ele veja se está tudo bem com os dentes e a mandíbula da criança.

Como faço meu filho largar a chupeta?

O ideal é que seu filho largue a chupeta sozinho, pois sua necessidade de chupar algo deveria diminuir naturalmente conforme ele cresce. Para ajudá-lo, fique de olho e, quando ele for querer a chupeta, providencie algo para substituí-la. Se ele pega a chupeta quando está entediado, ofereça alguma atividade mais interessante, como um livro para folhear, ou faça caretas engraçadas para distraí-lo.
Já se a criança tende a colocar a chupeta na boca quando está preocupada ou se sentindo insegura, ajude-a a explicar o que ela está sentindo. Faça perguntas para descobrir o que está acontecendo e conforte-a de outro jeito -- com beijos e abraços, por exemplo. Para encorajar seu filho, elogie quando ele conseguir ficar sem a chupeta. Você também pode controlar o uso da chupeta, e deixar que ele a use só à noite ou na hora do cochilo. E procure não oferecer a chupeta. Se ele não pedir, não dê, mesmo que ele esteja acostumado a dormir com o bico. Experimente usar um calendário para anotar os dias que seu filho ficou sem a chupeta. Para cada dia sem, marque com um adesivo colorido, como uma estrelinha dourada. E quando ele completar uma semana sem chupeta, dê um prêmio, como um passeio especial ou uma brincadeira a dois. Mas até que a chupeta seja totalmente abandonada, seja paciente e continue com os cuidados básicos: lave bem a chupeta uma vez por dia e também quando ela cair no chão. Deixar a chupeta por alguns minutos numa solução com água e vinagre branco uma vez por dia ajuda a prevenir o aparecimento de fungos. Enxágue bem e deixe secar naturalmente. Ensine seu filho a nunca emprestar a chupeta a amiguinhos.
Quando lavar a chupeta, verifique se o bico está firmemente colado à base (para que não haja risco de ele se soltar e seu filho engasgar) e troque assim que vir algum sinal de desgaste.

Truques e estratégias para a chupeta ir embora de vez

• Vá diminuindo aos poucos os períodos em que permite o uso da chupeta.

• Restrinja a chupeta a momentos críticos do dia, como a hora de dormir ou quando seu filho está doente, se sentindo mal. Seja firme.

• Se for premiar a criança por não usar a chupeta, prefira brincadeiras, passeios, privilégios, adesivos ou presentinhos simples -- não dê doces a ela no lugar da chupeta.

• Reforce a idéia de que crianças mais velhas não usam chupeta -- elas adoram se sentir mais crescidas.

• Incentive a criança a dar todas as chupetas para alguém -- nem que seja o Papai Noel ou o coelhinho da Páscoa. E, depois que ela der, faça de tudo para não voltar atrás. Se não houver nenhuma data apropriada próxima, você pode inventar a "fada da chupeta", que deixa um presentinho em troca.

• Converse com outros pais para saber que estratégias eles usaram. Há quem faça, por exemplo, um furinho na chupeta, prejudicando a sucção, e diga ao filho que a chupeta "quebrou".

• Identifique os sinais de que seu filho está pronto para largar a chupeta e aproveite o momento. Durante um resfriado, é comum que a criança rejeite a chupeta, pois precisa respirar pela boca por causa do nariz entupido. Se isso acontecer, tire as chupetas de vista e espere. Quando seu filho pedir a chupeta, não dê imediatamente. Pode ser que ele largue o hábito naturalmente.


Muitas crianças se acalmam quando usam chupeta e chegam a utilizá-la até ter 5 ou 6 anos de idade. Às vezes, a chupeta também ajuda a criança a aliviar o estresse ou a se adaptar a situações novas e desafiadoras, como quando começa a ir à creche ou escolinha, ou quando precisa fazer uma viagem muito longa de carro, ou de avião. “Entretanto, o uso da chupeta pode estar relacionado a outros fatores, tornando a situação muito mais complexa”, diz a fonoaudióloga e doutora em Distúrbios da Comunicação Humana, Silvana Bommarito. Ela tira-dúvidas referentes ao uso de chupetas e dá dicas para os pais ajudarem a criança a deixar de usá-la.
“Inicialmente deve ser identificada a causa do uso constante da chupeta, porque, por exemplo, se for para chamar a atenção dos pais ou mesmo uma carência afetiva, removê-la poderia gerar outros problemas. Em uma situação onde o uso da chupeta é apenas hábito, os pais devem reduzir a freqüência e duração do seu uso”, conta a fonoaudióloga. Veja o que mais ela disse.

É verdade que o uso freqüente de chupetas pode causar infecções de ouvido em crianças que já tem tendência ao problema?
“Não. A chupeta não tem relação direta com as infecções de ouvido. Independentemente da chupeta, uma criança propensa a infecções de ouvido as terá usando ou não chupeta”.
A chupeta prejudica o desenvolvimento da fala?
“A chupeta poderá prejudicar no desenvolvimento da fala se a criança utilizá-la incorretamente, ou seja, durante todo o dia ou quando estiver falando. O fato de manter a chupeta na boca (apenas como hábito) sem que esta esteja sendo sugada pode acarretar alteração da tonicidade muscular da língua, lábios, bochechas, podendo provocar uma alteração da produção correta dos sons da fala, além de favorecer uma respiração alterada do tipo bucal”.

Por que é tão difícil fazer as crianças abandonarem a chupeta e porque as crianças ficam tão dependentes dela?
“O uso da chupeta em uma criança que está com dificuldades em abandoná-la é um hábito e não apenas um complemento da sucção, ou mesmo uma necessidade de se tranqüilizar. Como todo hábito, sua remoção é difícil de ser realizada”.

O uso de chupeta pode acarretar o desmame precoce?
“Não, pois quem pode competir com a amamentação no peito é a mamadeira”.
Como os pais podem ajudar a criança a se livrar da chupeta?
“Os pais devem proporcionar à criança atenção, carinho, atividades lúdicas, ou seja, realizar brincadeiras, leituras, conversas, jogos. Deve-se conversar com a criança sobre a remoção da chupeta e as conseqüências do hábito. Pode-se dizer, por exemplo, que o uso da chupeta pode alterar a posição dos dentes, criar o costume de ficar sempre de boca aberta, além de reforçar que a criança está crescendo e conquistando outros desafios, como ir à escola, dormir na casa de amigos, etc.
Após a "compreensão" da criança sobre a não necessidade do uso da chupeta, deve-se fazer a troca com um objeto que a criança queira muito. Esta opção deve ser aceita pela criança e não imposta pelos pais. Quando a criança aceitar a troca, já será um sinal de que provavelmente esteja preparada para a separação da chupeta. Assim, os pais devem fazer a troca e caso a criança peça novamente a chupeta eles devem lembrá-la de que foi feita a troca. Geralmente as crianças pedem a chupeta no primeiro dia e depois não pedem mais. Lembrando sempre que cada criança reage de uma maneira e ninguém melhor que a própria família para auxiliar neste processo”.
 

http://www.chrisflores.net/saude/3/materia/673/mudanca-de-habitos.html

Apenas 35% dos professores de educação infantil, no Brasil, fizeram alguma especialização na área. É o que aponta pesquisa realizada pela Fundação Victor Civita (FVC) em parceria com a Fundação Carlos Chagas (FCC), que tem como tema “A Gestão da Educação Infantil no Brasil”. De acordo com o estudo, no entanto, os professores nas redes diretas e conveniadas serem formados em pedagogia.
O objetivo do estudo é entender o cenário desta fase educacional, que tem matriculado 18,4% dos brasileiros de até 3 anos e 80% das crianças de 4 a 6 anos.
O cenário da pesquisa revelada pela FVC é muito diferente do ideal, 65% dos professores que atuam nessa área não têm nenhuma qualificação para trabalhar com crianças na faixa etária atendida, que vai de quatro meses a seis anos. Além disso, os auxiliares também chamados de assistentes, cuidadores ou recreacionistas têm concluído, em sua maioria, apenas o Ensino Médio, e, em muitos momentos, o auxiliar fica sozinho com as crianças, sem ter qualquer tipo de formação ou planejamento para trabalhar com esses pequenos.
Em muitos casos, o papel do diretor nem sempre existe na educação infantil, nas escolas onde o diretor está presente, muitas vezes as pequenas crianças não recebem a atenção necessária do profissional, por coexistir com outras etapas de ensino. Outro dado importante apresentado pelo estudo, é que em nenhum dos municípios pesquisados os diretores eram concursados, sendo que pouco mais de 10%, haviam assumido o cargo por indicação, e 46% assumiram por meio de eleição.
Com o objetivo de aprimorar a educação infantil no Brasil, a FVC reuniu alguns especialistas para discutir e identificar soluções aos problemas constatados, e separou algumas sugestões de melhorias por órgãos governamentais, entre elas estão, inclusão no censo escolar, de um campo para identificar as unidades de educação infantil anexas a escolas do Ensino Fundamental, e aprimorar os tutoriais em relação ao preenchimento desses dados, desenvolvimento de normas objetivas que facilitem a fiscalização local sobre os padrões básicos de qualidade para a educação infantil, considerando a legislação e os documentos orientadores pelo Ministério da Educação (MEC) e do Conselho Nacional de Educação (CNE), sugestões estas que envolvem, Secretarias Municipais de Educação, Poder Executivo Municipal, Ministério da Educação entre outros órgãos.
Para realizar a pesquisa, a FVC analisou 180 escolas públicas e conveniadas de seis capitais brasileiras. Os pesquisadores também realizaram entrevistas com técnicos das Secretarias de Educação, gestores e membros das comunidades sobre diversos temas, como, políticas municipais da área, formação do diretor e modelos de gestão escolar.



http://eshoje.jor.br/professores-da-educacao-infantil-nao-tem-formacao-especifica-para-trabalhar-com-criancas-menores-de-6-anos.html

domingo, 30 de setembro de 2012

Comportamento - Criança

http://www.youtube.com/watch?v=sW04E7W593I

Dia do Professor !!!



O dia do professor é comemorado em 15 de outubro.
Esse profissional, durante seu período de formação, passa a desenvolver algumas habilidades que o ajudará a lidar com crianças e jovens que estão em fase escolar, como metodologias de trabalho e didática de ensino.
Hoje em dia os professores têm um papel social maior, estão mais envolvidos e engajados no exercício da profissão, pois as metodologias de ensino mudaram muito de uns anos pra cá.
O professor deixou de ser visto como o todo poderoso da sala de aula, o detentor do saber, o dono da razão, e foi reconhecido como o instrumento que proporciona a circulação do conhecimento dentro da sala de aula.
Isso acontece em razão de seu modo de agir, a maneira em que conduz as aulas, pois considera os conhecimentos que os alunos levam consigo, fazendo com que cada um manifeste a sua opinião acerca dos assuntos discutidos.
A criação da data se deu em virtude de D. Pedro I, no ano de 1827, ter decretado que toda vila, cidade ou lugarejo do Brasil, criasse as primeiras escolas primárias do país, que foram chamadas de “Escolas de Primeiras Letras”, através do decreto federal 52.682/63.
Os conceitos trabalhados eram diferenciados de acordo com o sexo, sendo que os meninos aprendiam a ler, escrever, as quatro operações matemáticas e noções de geometria. Para as meninas, as disciplinas eram as mesmas, porém no lugar de geometria, entravam as prendas domésticas, como cozinhar, bordar e costurar.
A ideia de fazer do dia um feriado, surgiu em São Paulo, pelo professor Salomão Becker, onde o mesmo propôs uma reunião com toda a equipe da escola em que trabalhava para que fossem discutidos os problemas da profissão, planejamento das aulas, trocas de experiências, etc.
A reunião foi um sucesso e, por este motivo, outras escolas passaram a adotar a data, até que a mesma se tornou de grande importância para a estrutura escolar do país.
Anos depois, a data passou a ser um feriado nacional, dando um dia de descanso a esses profissionais que trabalham de forma dedicada e por amor ao que fazem.
A estrutura da educação no Brasil se divide por faixas etárias. De zero a três anos temos as creches ou berçários; de 3 a 5 anos a fase de educação infantil, de 6 a 10 anos o ensino fundamental I; de 11 a 14 anos o ensino fundamental II; e de 15 a 17 anos o ensino médio. Após a etapa do vestibular e com a aprovação no mesmo, o período de graduação.
Podemos ver que os professores são muito importantes para a vida de todos, pois passam por todo o período escolar, por longos anos. Por isso, deveriam ser mais bem remunerados e ter seu trabalho melhor reconhecido.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Era uma vez...


Uma vez um garotinho foi para a escola. E a escola era bem grande. Mas quando o garotinho viu que podia ir para a sua sala caminhando diretamente da porta lá de fora, ele ficou feliz e a escola não parecia assim tão grande.
Uma manhã, quando o garotinho estava na escola, a professora disse: -"Hoje vamos fazer um desenho!"
-"Boa!", pensou o garotinho.
Ele gostava de desenhar. Ele podia fazer todas
 as coisas! Leões e tigres, galinhas e vacas, comboios e barcos…
E pegou na caixa de lápis e começou a desenhar. Mas a professora disse: -"Esperem. Ainda não é para começar!"
E ela esperou até que todos estivessem prontos. "Agora", disse a professora, "Nós vamos desenhar flores".
Ele gostava de desenhar flores. E começou a fazer bonitas flores com lápis rosa, laranja e azul. Mas a professora disse:- "Esperem, eu mostro como se faz!" E era vermelha, com uma haste verde.
"Agora!" disse a professora, "Agora podem começar".
O garotinho olhou a flor da professora e olhou para a sua. Ele gostava mais da sua flor do que a da professora. Mas ele não disse nada. Ele apenas guardou a sua folha de papel e fez uma flor como a da professora. Era vermelha, com a haste verde.
Outro dia, quando o garotinho chegou à escola, a professora disse: "Hoje nós vamos trabalhar com barro!"
"Cobras e bonecos, elefantes e ratos, carros e caminhões… E começou a puxar e amassar a bola de barro.
Mas a professora disse: -"Esperem, ainda não é para começar."
E ela esperou até que todos estivessem prontos. -"Agora" disse a professora, "nós vamos fazer um prato."
-"Boa", pensou o garotinho.
Ele gostava de fazer pratos. E começou a fazer alguns, de diferentes tamanhos e formas. Mas a professora disse:- "Esperem, eu mostro como se faz um prato." - "Agora", disse a professora, "agora podem começar".
O garotinho olhou para o prato da professora. Então, olhou para o seu. Ele gostava mais do seu do que o da professora. Mas não disse nada. Ele apenas amassou o barro numa grande bola. E fez um prato como a da professora, que era um prato fundo.
Logo o garotinho aprendeu a esperar e a observar. E a fazer coisas como a professora. Logo, não fazia as coisas por si mesmo.
Então aconteceu que o garotinho e sua família mudaram para outra casa, numa outra cidade. E o garotinho teve que ir para outra escola. Essa escola era ainda maior do que a primeira. E não havia porta direta para a sua sala. Ele tinha que subir alguns degraus e seguir por um corredor comprido para chegar à sua sala.
E, justamente no primeiro dia, a professora disse: -"Hoje nós vamos fazer um desenho".
-"Boa", pensou o garotinho.
E esperou pela professora para dizer-lhe o que fazer. Mas ela não disse nada, apenas andou pela sala. Quando se aproximou do garotinho, ela disse: -"Não queres desenhar?"
-"Sim", disse o garotinho. "Mas o que é que eu vou fazer?"
"Eu não sei até que o faças", disse a professora.
-"Como faço?", perguntou o garotinho.
-"Da maneira que quiseres!".
"E de qualquer cor?" perguntou ele.
"De qualquer cor", disse a professora. "Se todos fizessem o mesmo desenho e usassem as mesmas cores, como eu poderia saber quem fez o que e qual era qual?"
"Eu não sei", disse o garotinho.
E começou a fazer uma flor vermelha, com a haste verde.
" Não se pode ensinar o que se sabe, se ao
 fazê-lo não vai refletida, como garantia do 
saber, a segurança que cada um deve dar 
com seu próprio exemplo."

Carlos Bernardo González Pecotche

Ilustração: Douglas Laird

Comportamento infantil.


Quando, perante um saboroso prato de papas ou na hora de dormir, a Ana, que tem 2 anos, desata a espernear e a gritar, os pais levantam a voz, de dedo em riste, ou optam pelas «duas palmadas bem dadas», para acabar com a «birra». Mas será que a criança está, de facto, a portar-se mal...
ou quer apenas comunicar algo aos pais?
É normal. Não há criança que, de vez em quando, não se porte mal. Mas, segundo o psicólogo clínico Álvaro Ferreira, «talvez não exista o mau comportamento».
Álvaro Ferreira defende que muitos daqueles que são catalogados como maus comportamentos são, simplesmente, atitudes que contrariam as idealizações dos pais: «Uma criança considerada mal comportada reflecte uma expectativa que os pais têm e que não é correspondida. Isso tem um carácter contextual. O que é, hoje, tido como mau comportamento não o era há dez ou vinte anos. Este conceito também varia com o local. Há sempre uma dimensão cultural acerca do que é bom ou mau comportamento.»
Este psicólogo clínico salienta que há pais que consideram mau comportamento ser irrequieto, não tomar atenção na escola, não querer dormir, tomar banho ou comer. «Na minha opinião isto, se calhar, não pode ser visto como mau comportamento», explica Álvaro Ferreira.
As expectativas dos pais vão se formando antes de o bebé nascer. «Uma mãe que, durante a gravidez, deseja inconscientemente que o bebé venha a ser muito rosadinho e que vai comportar-se como o seu primeiro filho vai, provavelmente, deparar-se com outra realidade: há um bebé real, que é diferente do imaginado - aquele que os pais desejam», explica o psicólogo. Isto causa frustração.
Muitos pais vivem com ansiedade o facto de as crianças manipularem os órgãos genitais, tocarem nas fezes, roerem as unhas ou chucharem no dedo. Segundo o psicólogo, «estes comportamentos são vistos como negativos, mas importa reconhecer que são atitudes normativas e saudáveis, desde que não se prolonguem e enquistem».


Perigos - o fruto proibido

«Aquilo que, vulgarmente, é considerada uma ‘birra’ constitui uma forma de a criança comunicar algo aos pais, como desde logo as cólicas e a fome, até a formas diversas de desprazer afectivo. Nas crianças mais velhas, pode significar uma vontade de ir por um caminho diferente daquele que está a ser imposto pelos adultos. As ‘birras’ são fundamentais, nesta dinâmica», assegura Álvaro Ferreira.
Quando uma criança está na rua, pendurada num muro, sujeita a cair e a magoar-se, os pais ficam aflitos. Segundo Álvaro Ferreira, «essa atitude pode significar uma posição de força, no sentido da autonomização. Uma ‘birra’ pode ser importante, como processo de autonomia».
O modo como o educador ou os pais se comportam em relação a uma «birra» é fundamental. Se não derem importância, «se permitirem que a criança faça o que quiser, ela vai perceber que não há limites. No outro extremo está o educador que, sem dizer nada, dá um par de estalos à criança, não permitindo que ela ganhe consciência dos perigos que corre. Nenhuma destas atitudes será a ideal. Para crescer, é preciso sentir alguma frustração», explica o psicólogo.
Quando as crianças começam a andar e querem descer uma escada, o ideal seria os pais estarem presentes e simultaneamente darem alguma liberdade, permitindo a exploração desse espaço. Álvaro Ferreira exemplifica: «Há pais que nunca deixam as crianças fazer nada, porque tudo é um perigo. Mas a criança precisa de explorar e de bater com a cabeça, para perceber que aquilo é duro e que a magoa.»


Castigar, sem ser o mau da fita

Os castigos que implicam violência física «têm de ser totalmente erradicados. O castigo ideal é aquele que é aceite pela criança como justo, mesmo que não o seja no momento em que é aplicado, que é acompanhado de afecto e proporcional à situação. Os castigos devem ter por objectivo fornecer normas e limites à criança», explica Álvaro Ferreira.
Se a criança percebe que pode fazer «birras», sem ser penalizada, «pode haver perda de limites com consequências para o resto da vida. Por outro lado, se os pais nunca permitem nenhum tipo de ‘birras’, a criança torna-se passiva e pobre, em termos de vida mental», entende Álvaro Ferreira. O importante é perceber como terminar com as «birras», fazendo com que a criança sinta porque é que não deve ter determinados comportamentos.
E quanto às tradicionais «duas boas palmadas», Álvaro Ferreira diz que «a sua conveniência depende do contexto e do modo como são aplicadas. Muitas vezes, uma palmada dada com afecto é fundamental. Mas é preciso que seja dada no momento certo e, obviamente, para não magoar. O ideal seria não dar palmadas... mas o ideal não existe. Por isso, não devemos culpabilizar os pais. A palmada é um falhanço da comunicação e é, no fundo, um comportamento infantil».
Quando as crianças estão, constantemente, a fazer «birras», «pode ser útil o acompanhamento por um profissional especializado. Nesses casos, mais ainda do que noutros, os castigos extremos não resultam», garante o psicólogo.


Aprenda a comunicar

Para Álvaro Ferreira, os ditos maus comportamentos são, frequentemente, provocados por problemas de comunicação.
«Quando uma mãe cuida da criança, unicamente, como uma enfermeira e não lhe dá afecto, não a olha e toca-lhe pouco é sinal de que existem problemas de interacção. Mas também é preciso perceber se o bebé estimula a mãe», afirma o psicólogo.
A partir do momento em que os pais e os educadores compreendem que «os comportamentos classificados como maus acontecem porque há alguma perturbação na relação, podem modificar as atitudes consideradas repreensíveis. Está tudo nas mãos dos pais... e da criança», garante este psicólogo clínico.
Segundo Álvaro Ferreira, não há crianças que sejam sempre bem comportadas. «A criança que é sempre certinha, durante toda a infância, pode vir a ter sérios problemas de vida mental.»
O ideal para um crescimento psíquico saudável, mas livre dos comportamentos considerados negativos, é um equilíbrio entre impor limites à criança e, simultaneamente, dar-lhe afecto. A palavra-chave é: comunicar... com amor.
texto Helena Soares

terça-feira, 25 de setembro de 2012